2003 Educação Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Pernambuco unipampa Capa > Edições anteriores > v. 4, n. 3 (2012)

Post de @CALAKALC.

Navegando o Rio das Velhas das Minas aos Gerais

O livro “Navegando o Rio das Velhas das Minas aos Gerais” será uma coletânea de informações importantes sobre a bacia do Rio das Velhas, e funcionará como enciclopédia. O título surgiu a partir do significado original do nome do estado de Minas. Eugênio Goulart, responsável por coordenar o Conselho Editorial, explica: “Minas se referia às minas de ouro e Gerais ao sertão”. Para ele, “o Rio das Velhas é o mais mineiro de todos os rios: ele começa nas Minas, e vai para o Gerais”.

O diário de bordo da Expedição irá compor a primeira parte do livro. “O dia a dia dos caiaqueiros será entremeado com fatos históricos. Queremos comparar o que eles estão vendo, com o que Richard Burtonrelatou”, aponta Eugênio. A segunda parte será escrito por profissionais de várias áreas, que abordarão temas como biologia, turismo e geologia. No total, cerca de 100 pessoas irão participar do livro, que já está sendo escrito, e tem previsão de lançamento em novembro.

São 2000 exemplares previstos. O livro terá muitas fotos, mapas, diagramas e tabelas. Serão 40 capítulos e, aproximadamente, 400 páginas. Cada capítulo terá um resumo em inglês. “Há um interesse internacional, uma vez que a expedição fará o trajeto de Burton”, conta Eugênio. Segundo ele, o livro trará ainda denúncias, mas não se resumirá a isso. “Ele também mostrará o que de bom está acontecendo, e apontará soluções para problemas da bacia”, afirma.


Quem foi Richard Burton

A história de Richard Burton será o tema de um dos capítulos do livro. Roberto Varejão, o Beto, um dos caiaqueiros, conta quem afinal foi esse inglês que inspirou a Expedição, ao navegar pelas águas do Rio das Velhas no século XIX. Em 1867, ele relatou sua experiência no livro “Viagem de Canoa de Sabará ao Oceano Atlântico”.

Richard Francis Burton nasceu na Inglaterra, em 1821 e morreu na Itália em 1890. Com uma extensa biografia, o explorador inglês participou da expedição que descobriu as nascentes do Rio Nilo. Beto acredita que um dos motivos que o trouxe ao Brasil, foi sua vontade de conhecer melhor como funcionava a colonização de Portugal nos trópicos.

“Burton foi ao centro da África, percorreu quase a Índia inteira, mas afirma, textualmente, que é a região do Rio das Velhas a melhor de todas que esteve”, diz Beto. Mas o que foi que Burton viu e descobriu em sua viagem ao Velhas que o fez preferir essa região a todas que conhecia?

São duas as supostas razões apresentadas por Beto. As características asiáticas com que se deparou ao longo de sua viagem o fez recordar do período em que viveu na Índia. O segundo motivo é que ele acreditava ser justamente nesse local o centro da nova era de nossa civilização.

Beto conta que quando Burton saiu do Velhas e entrou no São Francisco ele afirmou: “nós não estamos aqui assistindo à morte de um rio, mas sua incorporação ao divino”. Ou seja, para o inglês o Velhas é eterno, ele não acaba. E é esse caráter “divino” do Rio das Velhas que a Expedição e o Projeto Manuelzão pretendem resgatar.

Fonte: 2003 Educação Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Pernambuco unipampa Capa > Edições anteriores > v. 4, n. 3 (2012)

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